Olá, pessu!
O livro que resenho hoje é o famoso Outros Jeitos de Usar a Boca, da autora e artista plástica Rupi Kaur, publicado no Brasil pela Editora Planeta. Esse livrinho está por todos os lados, aclamado por críticas e com um ótimo número de vendas (1º lugar dos livros mais vendidos segundo o New York Times).
Confesso que vi inúmeras amigas falando em suas redes sociais o quanto o livro era bom e resolvi comprar...
Acho que Rupi escolheu bons temas para trabalhar, uma vez que sua poesia é regada de feminismo e coloca em pauta questões sobre sexualidade, abuso, igualdade e problemas familiares. O livro é dividido em quatro partes: a dor, o amor, a ruptura e a cura. O texto espalha-se pelas páginas por meio de uma diagramação arejada, que valoriza os vazios da página e faz com que os pequenos poemas sejam estrelas que co-existem com os desenhos tocantes de Rupi.
Em relação a poesia, achei ligeiramente fraca. Alguns poemas são de senso comum, que parecem terem sidos copiados do Tumblr. Como o texto A Primeira Vez:
Não irei mentir, apenas dois poemas me tocaram de verdade. O primeiro foi Aos pais que têm filhas e outro poema (p.37) em que ela fala sobre sua relação com seu pai. O segundo me causou empatia pela autora, pois assim como ela, minha relação com meu pai é por meio de "conversa-fiada".
Apesar de criticar bastante o livro, fico feliz que os assuntos que a autora propõe estejam sendo lidos e discutidos.
O livro que resenho hoje é o famoso Outros Jeitos de Usar a Boca, da autora e artista plástica Rupi Kaur, publicado no Brasil pela Editora Planeta. Esse livrinho está por todos os lados, aclamado por críticas e com um ótimo número de vendas (1º lugar dos livros mais vendidos segundo o New York Times).
Confesso que vi inúmeras amigas falando em suas redes sociais o quanto o livro era bom e resolvi comprar...
Acho que Rupi escolheu bons temas para trabalhar, uma vez que sua poesia é regada de feminismo e coloca em pauta questões sobre sexualidade, abuso, igualdade e problemas familiares. O livro é dividido em quatro partes: a dor, o amor, a ruptura e a cura. O texto espalha-se pelas páginas por meio de uma diagramação arejada, que valoriza os vazios da página e faz com que os pequenos poemas sejam estrelas que co-existem com os desenhos tocantes de Rupi.
Em relação a poesia, achei ligeiramente fraca. Alguns poemas são de senso comum, que parecem terem sidos copiados do Tumblr. Como o texto A Primeira Vez:
Alguns outros pareciam que iam deslanchar, mas acabaram atracando na obviedade em suas linhas finais. Talvez o desejo da autora fosse refletir essa voz comum, a simplicidade da forma como nossa boca pronuncia frases prontas. Confesso que gostei muito mais dos desenhos de Rupi Kaur do que de seus textos. Apreciei a edição do produto, mas parece que o conteúdo do livro não me fisgou. Acredito que a autora poderia ter imergido mais em suas palavras e não ter pairado na superficialidade como fez.eu estou pronta pra você
eu sempre
estive
pronta para você
Não irei mentir, apenas dois poemas me tocaram de verdade. O primeiro foi Aos pais que têm filhas e outro poema (p.37) em que ela fala sobre sua relação com seu pai. O segundo me causou empatia pela autora, pois assim como ela, minha relação com meu pai é por meio de "conversa-fiada".
Apesar de criticar bastante o livro, fico feliz que os assuntos que a autora propõe estejam sendo lidos e discutidos.
